A Cidade Proibida: O Palácio Imperial de Beijing

Com a forma de um quadrado, o Palácio Imperial Chinês, localizado na capital, é uma das mais suntuosas obras arquitetônicas da história: tem exatos 999 prédios e nada menos que 9.999 salas. A razão para tantos nove é mística: em chinês, jiu, que significa nove, também é um homônimo da palavra longevidade. Em 1421, durante a Dinastia Ming, o imperador chinês Zhu Di decidiu transferir a capital da China de Nanquim para Beijing. Foram então 14 anos de trabalho e a mão-de-obra de mais de 1 milhão de artesãos para finalizar o novo Palácio Imperial, que recebeu o nome de Cidade Proibida porque somente a corte do imperador podia entrar em suas dependências. Com a revolução comunista e o fim do poder imperial, o palácio foi transformado em museu, e hoje recebe milhares de visitantes do mundo inteiro. Quase totalmente construída em madeira, a Cidade Proibida chama a atenção pelos tradicionais telhados encurvados, cores marcantes — com predominância do amarelo — e um gigantesco retrato de Mao Tsé-tung, figura tão popular na China quanto Ernesto Che Guevara em Cuba. Em frente ao palácio, fica a Praça da Paz Celestial, que ficou mundialmente conhecida em 1989 através das imagens nos noticiários internacionais. Na ocasião, a praça foi palco do massacre de estudantes chineses que lutavam pela democratização do país. Hoje, tornou-se um lugar bastante tranqüilo, onde centenas de idosos praticam tai chi chuan ao pôr-do-sol.