Diário de Bordo

João conta que sentiu mudanças significativas no país entre o ano de 2000, primeira vez que visitou a China, e o ano passado. “Beijing é uma cidade mais conservadora, mas vêm mudando muito, especialmente em função da preparação para os Jogos Olímpicos de 2008”, observa. A construção civil não pára durante as 24 horas do dia, o número de carros triplicou, e conseqüentemente, a poluição. As grandes multinacionais também não perdoam o mercado em constante expansão: “Em 2000, havia apenas um McDonald’s na Praça da Paz Celestial, hoje já são quatro”, diz ele. Resultados inevitáveis da crescente globalização. O fisioterapeuta visitou Beijing, Xi’an, Xangai e Suzhou, considerada a Veneza da China, por seus inúmeros canais. “Xangai é uma metrópole bem no estilo Nova York”, ressalta. “A minha dica para os turistas, é que não deixem de ir a Xi’an, onde fica o Exército dos Soldados de Terracota. Dois lugares são fantásticos: Dayanta (O Pagode do Ganso Selvagem, que possui uma belíssima lenda relatada no livro de Lao Tse), e “A bela do Lago”, outro local que geralmente não faz parte do roteiro de visitas do turista que visita a China. “Outra dica que eu dou é a respeito do ônibus que vai até Xi’an: é muito precário. Tome cuidado para comprar o bilhete de cabine, porque o bilhete normal é um verdadeiro puleiro”, adverte. Apesar das barreiras idiomáticas, João explica que esse aspecto não impede os turistas de serem muito bem tratados por lá: “A receptividade é fantástica. A grande maioria dos chineses está sempre disposto a ajudar”, revela. Nem todos falam inglês, mas nesses 4 anos, o fisioterapeuta admite que já conseguiu assimilar expressões básicas do idioma chinês.